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.b6[6] • p.236

Um homem pode ter uma soberba orquestração de cores e não ter ideias. Outro poderá estar transbordando de novos conceitos, tragicamente tristes ou encantadores, mas não saber como expressá-los de uma forma convincente, devido à timidez de uma paleta limitada.

.b4[4] • p.231

... a verdade é que dizer uma coisa bem é tão interessante e difícil quanto pintá-la. Há a arte das linhas e das cores, mas também existe a arte das palavras, e esta permanecerá.

.b4[4] • p.230

... a certeza que parecemos, de alguma maneira, comprovar a existência do nada, do vazio, da traição do bem que se deseja e de todas as coisas belas; e que, a despeito desse conhecimento, nos deixamos eternamente enganar pelo encanto que a vida exerce sobre nossos seis sentidos, como se não conhecêssemos realmente nada e especialmente não soubéssemos da diferença entre objetividade e subjetividade. Felizmente para nós, permanecemos dessa maneira tanto estúpidos quanto cheios de esperança.

.b3[3] • p.227

... A imaginação é certamente uma faculdade que devemos desenvolver, a única que nos pode levar à criação de uma natureza mais exuberante e ao mesmo tempo mais consoladora do que um único e breve relance sobre a realidade (a qual, diante de nossos próprios olhos, está sempre se transformando, passando como o corisco de um relâmpago) nos permite perceber.